O veterinário Mário Moreira, coordenador do banco de sangue do hospital veterinário da Universidade Anhembi Morumbi, na Zona Sul, é otimista e acredita que, quanto mais o dono se preocupa com a saúde de seu mascote, mais ele poderá ajudar a salvar outros animais. Moreira conta que, há três anos, o número de doadores cadastrados não chegava a 15. Atualmente, são mais de 180 cães catalogados.
Com o avanço tecnológico da medicina veterinária, hoje é possível transformar uma bolsa de sangue em outras três: uma com concentrado de hemácias, outra com concentrado de plaquetas e, por último, a com plasma. O tempo de estocagem e conservação desse material também aumentou e pode variar de 21 dias a um ano.

Para a doação de sangue, é necessário preencher alguns pré-requisitos, como temperamento dócil, ter entre 1 e 8 anos, estar com 27 kg ou mais, ser vacinado e vermifugado, estar sadio e não estar prenhe. Segundo Moreira, um cão leva 21 dias para repor o sangue retirado e a doação só pode ser repetida a cada dois meses. São retirados 20 ml de sangue por quilo do animal.
Existe mais um incentivo: quem leva seus cães para doar sangue ainda mantém a saúde deles sob controle. Isso porque, antes de cada doação, o animal é submetido a uma bateria de exames clínicos que irá verificar se o animal tem alguma doença.
É isso aí!! Linda iniciativa!!!